tumbala · identidade visual

Estudos para aplicações gráficas

Tumbala é um projecto de pesquisa visual e musical, que propõe a criação de diversas esculturas instrumentais. Peças individuais que se relacionam e que se relacionam para a realização de uma performance urbana. Tumbala nasce de uma ideia do artista Paulo Morais, que concebe a produção de instrumentos originais, feitos a partir de tubos de PVC de diferentes tamanhos nas cores vermelho e preto.

A MODELAÇÃO DO SOM PELO TUBO
Depois de trabalhadas manualmente, estas formas oferecem-nos um conjunto de sonoridades únicas, produzidas pela da vibração tubular, aquando da percussão, do sopro e da centrifugação destas. Entre graves e agudos, dependendo do diâmetro, as notas vão sendo obtidas pelo comprimento do tubo. Sozinhos, estes corpos já apresentam um timbre singular. Contudo, Tumbala situa-se mais além do som! A idealização destes elementos tubofónicos, foi planeada para um modelo de sonoplastia mais amplo e uma estética mais elaborada. Associando outros instrumentos de sopro e de percussão; as coreografias enérgicas e os figurinos que trajam os músicos; encontra-se reunido o conceito para a formação de uma imagem coordenada de um grupo de performance musical. O resultado é um som que nos transporta para o imaginário de uma festa… Uma fanfarra, que surpreende quem passa nas ruas, ao ritmo da música Latin Funk.

A IMAGEM GRÁFICA TUMBALA
À Identidade Visual, esteve sempre associada à intenção original de movimento… Desordenado e de certa forma caótico. Mesmo na escolha da assinatura “movimento tubofónico”, esteve presente o espírito rítmico e a força do grupo. Considerada a frase mais adequada para descrever a vocação do grupo, apelando a ideia de progressão/transformação. Para o sucesso desta identidade, destacam-se alguns factores preponderantes. A sensibilidade e sentido estético demonstradas por Paulo Morais, na direcção do projecto. Que tanto na idealização do conceito original, como na escolha dos colaboradores, conseguiu delinear com clareza, os limites estéticos da obra em curso. Deixando porém, uma ampla margem de manobra para a criação de todos os elementos gráficos.

OS TIBAS E OUTROS ELEMENTOS
A “insinuação” que posteriormente era apresentada pelo trabalho dos figurinos, realizados pela Susana Pires. São desenhos que também estiveram na origem da ideia, do uso ou ligação à identidade de corpo, de uma família de mascotes ilustrados, os Tibas. Personagens constituídos pela justaposição do alfabeto usado no logotipo. Por fim a salientar, o tempo investido. A dimensão do trabalho adjudicado, que contava com o design das máquinas, colocava o âmbito desta proposta de Identidade Visual, numa escala temporal mais flexível e por isso, sujeita a uma análise mais critica. Assim, tanto na definição formal, como na escolha cromática, para a construção do logo e restante Identidade Visual, não se tentou limitar a uma ideia e a tomar o caminho mais evidente. Mas aquele que, após um estudo cuidado e feliz, acaba por ser o mais interessante. Ao fim e ao cabo, um conjunto de plasticidades visuais, que podem nascer constantemente da a partir de uma matriz. Este é o resultado, que se torna também significante, para a equipa Tumbala.

design: Carlos Coutinho

cliente: Paulo Morais

data: 2010